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domingo, 28 de novembro de 2010

#4 SOMEONE THAT CHANGED YOUR LIFE

Já nem sequer de ti sei, muito menos te conheço. Há muito que não te falo, não te escrevo... não te vejo. Esta última... enfim. Se vais perceber quem és, não sei. Se vais aceitar o que lês, se é que vás ler, coisa que eu duvido... também não sei. Quero que saibas que mudaste a minha vida. E dizer que a mudaste é pouco, porque foi por ti, por tudo que se passou que tudo mudou completamente. Fizeste de mim uma outra pessoa, mas... sabes que mais? OBRIGADO! Digo, repito e volto a repetir. E sabes quantas pessoas vão reconhecer que esta carta é para ti? Uma... e talvez poucas mais. E sabes porquê? Porque não foi só a minha vida que mudaste. Não fui a única que cresceu com tudo o que se passou. Mas hoje digo-te deste-me maturidade suficiente para aprender que coisas assim não se repetem. Aprendi contigo, aprendi com os meus erros. E há erros que não se repetem. Se te guardo? No baú das memórias... bem lá no fundo já.

Entende como quiseres... pouco (para não dizer nadame importa.

P.S.: Ninguém, nem mesmo eu, esperava que esta carta fosse dirigida a ti. By the way, hoje apeteceu-me.

sexta-feira, 12 de junho de 2009

words, words, words.

Escrevi-te durante muito tempo em cadernos rasgados, por entre matérias variadas que deveria estudar... enquanto te escrevia! Escrevo-te agora, em cada palavra pronunciada em sussurro no ouvido, e todas elas soam ao mesmo;


'amo-te, amo-te, amo-te...'


uma repetição contínua da palavra, a única que parece fazer sentido... de entre muitas outras que entre nós ficam! É estranho escrever-te quando sinto que não há palavras para ti, nem palavra que te defina. Não há quando nem porquês, somos porque sim, não procuramos explicações. Somos porque somos e, se não o fossemos, não nos éramos. Sou-te enquanto me és, não porque um ou o outro é, mas porque sempre o fomos. Nunca gostei de acreditar em fantasias, em eternidades. Se a própria vida é efémera para que queremos uma eternidade? Sei que és o meu presente e espero dizê-lo todos os dias, mês após mês, ano após ano, todos os dias desta efemeridade em que vivemos. Não precisamos de frases feitas nem palavras bonitas, precisamos um do outro, apenas isso. Preciso de ti como tu de mim, e não precisaste nunca de o dizer. Não esperei encontrar-te tão cedo, receei mesmo nunca te encontrar... ou então, encontrar-te já velhinha, sentada num banco de jardim ostentando uns longos cabelos grisalhos. Mas não, tenho-te agora e... ficas sempre comigo?


mesmo que não fiques sempre, podes ir ficando?

quinta-feira, 14 de maio de 2009

smaak zeer van u, sonho.

«Some people are born to sit by a river, some is struck by lightning, some have an hear for music, some are artists, some swim, some know buttons, some know Shakspeare, some are mothers and some people... dance.»

And some people are born to... be happy.
Nada parecia fazer sentido, nem mesmo eu, não fazia sentido, simplesmente. A tua chegada foi como algo que sonhei durante noites a fio, desesperada por não te encontrar a meu lado na manhã recém-nascida de uma noite sonhada. Sonhei-te todas as noites, mesmo antes de te conhecer. Estranho não? Estava frio e eu arrepiava-me cada vez mais, não que o frio aumentasse mas, tive essa sensação. Abraçavas-te a mim sempre que chegavas e não mais me largavas, nem mesmo com o chegar da manhã. E acabaste mesmo por chegar. Se me largarás, isso não sei, nunca sabemos, não é verdade? Mas peço-te, não partas já. Ainda agora chegaste e eu sinto-te demasiado presente, demasiado marcado para que partas. Desde então, nada me faz perder o sorriso estúpido estampado no rosto que me denuncia em qualquer lado que passe. Olham como que curiosos, não sabem eles que vivo agora um sonho, um sonho bem real! Sabes sonho, nunca te sonhei tão de perto, nunca te sonhei realmente. Sonho-te agora, dia e noite, todos os dias. Por quanto tempo mais te sonharei?

quarta-feira, 29 de abril de 2009

encontros com o passado.

Caminho na saudade de um passado inconsciente, na esperança de o encontrar em uma qualquer esquina que vire. Encontrarei, amanhã talvez, num futuro quase próximo e impossível de alcançar. Ganharei asas e voarei, alto, bem alto, o mais que consiga... mas encontrarei! Quase o agarrei, nunca o sentira tão próximo e rapidamente o perdi de vista. Abraçá-lo-ia como se do último encontro se tratasse. Esperando, contudo, que o primeiro de muitos que daí adviriam fosse. Que sonho, que fantasiado sonho o meu. Verdade não seria, o que foi não volta a ser... mesmo que muito se queira. Porque regressaste passado? Diz-me, porque o fizeste? Não estavas bem onde sempre estiveste, não estavas bem longe de mim? Mesmo querendo e desejando com todas as minhas forças, eu não te quero aqui, não quero... nem posso querer. Não sei bem como aconteceu, se quando vagueava pelas ruas, por entre prédios e lojas cheias de fúteis e futilidades, se quando me encontrava rodeada de conversas cruzadas num qualquer transporte público. Só sei que a cruzei... passei por ela devagar e o tempo parou. Tinha agora em mim todo o tempo do mundo, e com ele, todos os sonhos. Presenciava-o agora, olhando-o com outros olhos, não poderia o meu olhar ser o mesmo de sempre se eu própria mudei, moldei-me a ele e indiferença é coisa que lhe não tenho. Não devia ter regressado mas o certo é que regressou sem que nunca esteja presente, está sem estar e eu sinto-o. Talvez um dia compreenda o quanto me incomoda e vá de vez. O «para sempre» que nele construí foi-se desvanecendo com o tempo, não era eterno. Descobri então que o «para sempre» não existe e que apesar de voltar sempre que a minha mente o permite, sabe também que não mais existe, fugiu-me por entre os dedos tal como o «sempre», e tudo que parecia ser eterno. Foi então que a baptizei, e nela escrevi em letras bem grandes, para que todos soubessem:


Esquina do passado.

Ao regressar a casa pensei em tudo que o dia me tinha reservado, e que dia... estou estafada. Entretanto, voltei atrás... lembrei-me de que não deveria ter escrito o que escrevi, não daquela forma. Ao chegar ao local ouvi um sussurro que me fez recuar lentamente, enquanto o ouvia ecoando em todos os cantos da minha cabeça:

Não se escolhe, acontece. - sussurrou a esquina por entre suspiros.

Que saberia ela de mim? Não poderia saber mais e melhor, acertou em cheio.