segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Faculdade, a quanto obrigas.

Best friends, but not forever.

Há momentos em que nos sentimos sozinhos, e outros em que, simplesmente, preferíamos estar. Era exactamente essa a minha vontade naquele dia, isolar-me de tudo e de todos. A conversa era séria e as emoções estavam à flor da pele. À medida que a conversa se desenrolava ia-me sentindo cada vez mais tensa. As lágrimas que lhe escorriam pela face gelavam-me por dentro. Por mais discussões que pudéssemos vir a ter, aquela era a primeira. Ela era a minha melhor amiga e aquele viria a ser um dos piores dias da minha vida. Nunca eu me senti tão magoada, tão derrotada, tão… fraca. Mal sabia que, naquele momento, era o fim de uma grande amizade. E tudo por causa dele. 

- Porquê? Porque o escolheste a ele? Logo ele… - balbuciava, entre soluços - tu melhor que ninguém sabes o que sinto. 

Não respondi… não fui capaz de responder. Na verdade, ela tinha razão. Mas será que podemos conciliar o coração com a razão? Será que havia escolha? Sentia-me tão mal por ele me fazer sentir tão bem. E, hoje que olho para trás, será que ele valeu a zanga? Não, não valeu. Dele já nada sei e, dela tenho saudades.



E sim, isto é um trabalho para a faculdade. Era suposto descrever um episódio em que a comunicação tenha afectado, positiva ou negativamente, a nossa vida em termos emocionais. Optei pela ficção.

terça-feira, 12 de outubro de 2010

#3 LETTER - Stranger

Há quanto tempo me pintas nesse quadro inacabado? Quantas horas passam sem que penses em mim? Quantas noites dormes sem que me sonhes? Quantas? Como? Onde? Com quem? Porquê? Tantas são as perguntas que tenho para te fazer. De ti, nada sei. Em ti, nada vejo, nada compreendo. Em ti, indivíduo estranho com quem nunca troquei olhares nem opiniões, não encontro qualquer afinidade. Tu, que anseias sentir o meu cheiro, descobrir a minha essência e penetrar o meu coração. Esquece... esquece-me de uma vez por todas. Não insistas em travar conhecimento. Não te pertenço, nem tu a mim. Deixa de percorrer as ruas por onde passo, viajar nos transportes que abandonei... não te sentes no banco de jardim que ainda à pouco larguei. E quando a noite cai, fecho-me no quarto de janelas fechadas e estores corridos... como descobriste a minha casa? Que sabes tu de mim, afinal? Desde quando me segues? Há quanto tempo me espias? Como sabes todos os sítios por onde passo? Inspiras o meu perfume a cada avanço meu... e eu? Eu nem te vejo.




P.S.: Há muito que encontrei quem procurava.
Adeus, S.

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Ser caloiro é bom...





ser caloiro é muito bom.
Para o ano quero ser caloiro outra vez!

Ciências da Comunicação, Caloira 2010/2011.